quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cap.1

O relógio marcava 13:34. Paula quis levantar dar um salto da cama, mas seu corpo pedia que tudo fosse realizado vagarosamente.

Lembrou-se que havia ido dormir às 5 horas da manhã no dia anterior, isso justificava as dores por todo lado.

A festa de casamento de sua irmã Marina varou a noite. As três da manhã, os recém casados partiram para lua de mel, Paula, Raquel e algumas tias, ficaram até o final, para se despedir de todos.

A garota sentou-se, tirou o cabelo do rosto e olhou no espelho.

_Credooooo!!!!

Seu cabelo tinha um grande nó nas pontas. O rímel tinha deixado duas manchas grandes embaixo de seus olhos. E apenas uma de suas orelhas estava com brinco.

Lembrou que praticamente desmaiou em cima da cama, pois uma coisa que ela tinha horror era dormir maquiada.

Pegou uma roupa limpa e confortável na mala.

Saiu do quarto e percebeu que poucos ainda dormiam na casa da irmã Raquel.

_Credo tia! Ta horrível!

_Obrigada Laura!

_De nada!

E Laura saiu saltitante.

Paula deu risada com a espontaneidade da sobrinha, a garotinha achava que tinha feito grande favor em dizer que ela estava horrível.

Entrou debaixo da ducha quente e deixou a água escorrer por seu corpo por um longo tempo. Era muito bom sentir a sujeira indo embora. No meio do banho lembrou que ficou de ligar para Fábio assim que acordasse.

A noite anterior tinha sido um pouco turbulenta. Paula tinha ajudado muito na organização do casamento e não teve tempo para conversar com o rapaz. O único momento que sentaram juntos foi durante o jantar, porém, junto a eles estava toda turma.

Quando o rapaz estava saindo do local pediu a ela:

_ Me liga amanhã, assim que acordar.

Ele parecia um pouco bravo. Ela ia questioná-lo mas desistiu.

Paula era bem diferente de Marina. Era explosiva, impaciente, falante. Não sofria muito com as questões, preferia resolvê-las logo.

Um bom tempo depois, ela saiu do chuveiro. Parecia uma nova pessoa.

Dirigiu-se a cozinha onde dona Ana lavava à louça.

_Bom tarde menina!

_Bom tarde! Cadê todo mundo? Eu sai do banho e a casa tava um silêncio.

_Ah.. saíram todos, foram passear um pouco. Só sua tia Rosimara ainda está dormindo.

_Normal, tia Rosinha sempre foi dorminhoca.

_Você quer almoçar?

_Ah não! Quero tomar um bom café da manhã!
_Café da manhã??? Mas já passa de 2 horas da tarde!

_É, mas hoje é um dia especial!

_Verdade, vocês ficaram até tarde na festa.

_5 horas da manhã!

_Eu saí com a Cláudia as 2 hs. Mas estava tudo muito bom! Chorei tanto...

Continuaram conversando enquanto Paula preparava um chocolate quente.

Assim que terminou, pegou a grande xícara com leite e achocolatado, uma porção de pão de queijo quente e se dirigiu para a área da frente da casa. Como estava chuviscando entrou, buscou um agasalho. Voltou, sentou-se na rede e ficou olhando a chuva cair no chão. Ainda dava uma mordida no último pão de queijo quando viu um carro vermelho passar e poucos minutos depois dar a ré. Era Fábio!

Paula foi ao seu encontro, recebeu-o com um largo sorriso. O rapaz mantinha-se sério.

_Fala Fábio!

_Não pedi para você me ligar?

_ O que ia adiantar eu te ligar se você não ia estar em casa....

Ele não riu da piada.

_Tá bom! Me desculpe... esqueci! Acordei agora pouco, mas durante a tarde eu ia te ligar, juro!

_Mas eu pedi pra ligar quando acordasse, Paula! Queria te contar uma coisa muito legal.

_Ok, então conte!
_Agora não, quem sabe mais tarde...

Ele deu um beijo no rosto dela e saiu cantando pneu.

Paula simplesmente não entendeu nada. Ficou parada olhando o carro ir embora.

_Eu hein...

Ela ficou irritada com o rapaz, mas entrou em casa e algum tempo depois já tinha esquecido o ocorrido.

No resto da tarde o sol se abriu. Paula estava muito bem disposta e não conseguia ficar muito tempo parada. Desejava sair mais não conhecia muito aquela cidade.

Insistiu para que uma das primas saísse com ela, mas esta havia acabado de chegar junto com os outros familiares e não aceitou o convite.

A garota se contentou em ficar sentada na sala, conversando com as tias. Em certo momento lembrou-se novamente de Fábio. Foi até o quarto em que estava acomodada e ligou para o rapaz.

O telefone tocou inúmeras vezes, quando Paula estava quase desistindo, uma voz feminina atendeu:

_Alô!

_Oi, é da casa do Fábio?

_É!

_ E ele está?

_Não, saiu... quem é?

_ Paula.

_Ah.... A Paula... sei... aqui é a irmã dele, Heloísa, mas pode me chamar de Helô, todo mundo me chama assim!

_Legal!

_Então, ele saiu faz tempo, foi na casa do Arthur.

_Ok!

Heloisa puxou maior papo com Paula, perguntou várias coisas. A princípio Paula ficou espantada com a futura cunhada falante. Mas em minutos estavam conversando como velhas amigas. O jeito de Heloisa era contagiante, tinham a mesma idade e o mesmo papo.

_Bom Helô, vou indo.

_ Ok. Tenho que desligar também, vou dar uma saída! Aliás... o que vai fazer agora?

_Ah... to sem nada para fazer!

_Vamos comigo ao shopping, to a fim de comprar uma rasteirinha linda que vi lá.

_Ah, beleza! Vou só avisar meu pai.

_Ok. Nos encontramos lá em frente?

_Em 20 minutos!

Um comentário:

  1. Oi, Andreza!

    Fiquei muito feliz quando soube que você havia voltado a postar. Vou começar a ler tudo de novo, pra matar as saudades dessa turminha.

    Beijos

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